segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

PARALISIA


Parar. Não agir. Estagnar.
Tem dias em que ficamos paralisados. Ligamos no piloto automático e seguimos. Respiramos, comemos, estamos no trabalho de corpo presente, e só. Sem grandes realizações. Sem grandes feitos. Sem aquela sensação maravilhosa de deve cumprido. De chegar ao final do dia e perceber que “Nossa! Quanta coisa eu fiz hoje!”
Por que será que isso acontece? Por que não seguimos aquele ritmo de fazer, conquistar, realizar? Talvez falte paixão em relação ao que fazemos.
Olho para o computador e ele nada me diz. Olho para os relatórios, papeis, notas, livros, enfim, tudo que há pra se fazer. Nada me atrai. Cadê a vontade????? Ei? Vai embora não! Fica aqui mais um pouquinho! Deixa eu pelo menos terminar esses relatórios... Mas o que será que eu queria estar fazendo agora?
Hum, vejamos. Está chovendo. Então uma boa soneca sob as cobertas seria atrativo! Ok, ok. Algo mais produtivo?
Gostaria de estar estudando, lendo sobre alguma coisa relacionada ao cérebro, conversando com pessoas inteligentes sobre várias coisas, ouvindo os outros, ajudando as pessoas de alguma forma. Acho que assim me sentiria mais útil.
Essa paralisia acontece quando não vejo algo de útil em meu trabalho. Não vejo o beneficio que ele pode trazer a alguém. Por isso gosto de dar aulas. Sei que grande parte dos meus anjos não escuta ou não considera o que eu digo.
Porém, sei que para alguns faz a diferença. Tento dar dicas e o máximo de informações possíveis sobre mercado de trabalho e sobre a vida em geral. Um dia talvez, quando se depararem com uma situação similar as que eu já passei, eles possam recordar do que a Prof. Joanna disse sobre isso ou aquilo...
É, não sou dada ao trabalho burocrático. Contudo, ele me espera, cheio de regras, normas, procedimentos, e afins. Então vamos lá! Pois “às vezes faço o que quero, as vezes faço o que tenho que fazer”.


Joanna

ANO NOVO


Senhor Deus, dono do tempo e da eternidade, teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro.
Ao acabar mais um ano, quero te dizer obrigado por tudo aquilo que recebi de Ti.
Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor, pelo o que foi possível e pelo o que não foi.
Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos e o que com elas pude construir.
Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei, as amizades novas e os antigos amores.
Os que estão perto de mime aqueles que pude ajudar, as com quem compartilhei a vida, o trabalho,a dor e a alegria.
Mas também, Senhor, hoje quero te pedir perdão.
Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto, pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver sem entusiasmo.
Também pela oração que aos poucos fui adiando e que agora venho apresentar-Te, por todos meus olvidos, descuidos e silêncios, novamente te peço perdão.
Nos próximos dias começaremos um novo ano.
Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou e te apresento estes dias, que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, te peço para mim, meus parentes e amigos, a paz e alegria, a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria.
Quero viver cada dia com otimismo e bondade, levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras mentirosas, egoístas ou que magoem.
Abre sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos para que as derrame por onde passar Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem, enche-os de Sabedoria, Paz e Amor.
E que nossa amizade dure para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.

Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartir felicidade.

Amém

( autor desconhecido)

Gabriel...


Gabriel tem nome de anjo.
Esse anjo é meu sobrinho, tem onze anos, brinca, dá risada, teima, é meigo, faz carinho, tem preguiça de arrumar o quarto, gosta de ir pra escola. Esse ano passou direto!
Ele dorme até tarde, não toma café da manhã direito, adora a piscina e quer ser piloto de avião. É criança, graças a Deus!
Apesar dos pesares, mantém intacta sua alma de moleque matreiro. É policial, soldado, bombeiro, piloto, é quem quiser e vai onde sua imaginação o leva.
Lembro que tive a oportunidade de acompanhar ele mais de perto quando era menor. Tenho tantas histórias! De levar ele pra cima do pé de manga ainda neném, dele dormir no meu colo quando eu voltava do mercado cheia de compras (Jesus), dele ir na cama me acordar todo dia de manhã, de ser meu parceirinho de aventuras!
Ainda dói lembrar o dia em que eu mudei da casa de minha irmã. Ele chorava na janela e dizia que queria ir comigo. Eu chorava junto e torcia pra que um dia ele entendesse que a vida me chamava a seguir meu caminho.
Hoje eu o vejo menos. O trabalho e os afazeres nos afastaram um pouco e deixo a desejar como madrinha que sou. Não dou dinheiro, não dou presentes caros, mas dedico a ele meu pensamento, meu amor e minha preocupação.
Penso na sua educação, no que está aprendendo com a vida, que tipo de adulto vai ser, que problemas vai encarar e como eu vou poder ajudar nisso tudo. Eu quero tudo de bom pra ele. Não penso em dinheiro ou nada disso. Torço para que, da semente, nasça um adulto feliz. Que se aceita como é, que se respeita como ser humano, que tenha vontade própria, que tenha senso crítico e não aceite isso ou aquilo porque “alguém” ou a televisão disse que é legal.
Gabriel, se eu pudesse escolher seu caminho, pediria que você fosse um ser pensante, que não se deixa enganar pelas armadilhas do sucesso fácil, do dinheiro. Que você fosse quem você quisesse ser, que você chegasse onde quisesse através do seu trabalho, dos seus estudos e dos seus esforços.
Entenda, na vida não existem caminhos fáceis. Desconfie de tudo que é muito fácil. O fácil não é verdadeiro. Por quê? Oras, a gente só dá valor ao que batalha pra conquistar e nas dificuldades a gente aprende a entender o mundo e principalmente a entender a nós mesmos.
Meu anjo, peço que mantenha a doçura do seu coração. Peço que seja honesto sempre. Peço que busque o conhecimento sobre as coisas, mas principalmente sobre as pessoas. Ah! As pessoas! Não crie expectativas sobre como elas irão se comportar em relação a você. Apenas dê o melhor de si, de alma e coração aberto. Se elas não lhe retribuírem, a vida o fará.
Agora você acha tudo legal e não entende porque não pode fazer isso ou aquilo. Amanhã você vai olhar pra trás e entender os nãos de quem te ama e vai perceber que foi mais difícil pra eles dizerem do que pra você escutar. Se isso demorar pra acontecer, é sinal de que você não amadureceu ainda.
Se o mundo parecer não te aceitar, lembre que tem um batalhão de gente que te ama do jeito que você é, com seus defeitos e virtudes e todos estão ali, pra te amparar em qualquer tropeço e te orientar a direção a ser seguida. Esse batalhão se chama família.
Saiba que seus pais, seus avós, suas tias, as pessoas que te amam, vão errar com você, cedo ou tarde. Infelizmente não somos os heróis que povoam suas fantasias, somos humanos. Fomos crianças, crescemos e agora brincamos de adultos. Depois que a sua decepção passar você vai perceber que ser humano dá de mil a zero em ser super herói. Os heróis nunca erram, são solitários. Os humanos podem rir de si mesmo e dizer: “desculpe”.
Ixi! Acho que estou falando de coisas que você não entende, de novo!
Mas eu prefiro te dizer a verdade. Sempre. Hoje você não compreende, amanhã talvez se lembre...
Contudo hoje, hoje você ainda é criança. Vá brincar, correr, pular, dançar, fazer amigos, aproveite suas férias, descubra o universo e crie seu mundo!
Eu te amo!

"Tata-dinha"

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

INGRATIDÃO

Ingratidão...nome feio, xingamento, sinônimo de infelicidade!
Já parou pra pensar em como a gente é ingrato?
Sim nós! Os perfeitos seres esculpidos por Deus!
Somos ingratos com os pais, com os amigos, com o trabalho, com Deus e principalmente com a VIDA! Essa sim sofre com nossos arrombos de infelicidade!
Quanto mais se tem, mais se quer, e quando se alcança ainda não está bom o suficiente para parar de reclamar e ser feliz. E de quem é a culpa?
Da nossa criação? Da sociedade moderna que nos cobra tal atitude? Do chefe que é tirano e não sai do nosso pé? Do capitalismo? Do fim do mundo?
acoooooordaaaaaaaa!
Sua infelicidade é culpa única e exclusiva sua, pessoa que me lê agora.
A motivação, essa forcinha que nos faz sair da cama em dias chuvosos, é algo íntimo demais pra ser provida por outra pessoa. É preciso que você saiba o que te move, quais suas razões para enfrentar as adversidades, qual é teu combustível?
Assim como ninguém pode abrir nossa cabeça e colocar o conhecimento necessário dentro dela, também não é possível que alguém deposite a motivação dentro de você.
O pensamento de Jean-Paul Sartre é muito pertinente nesse instante:
"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós".
Portanto, se não se sente feliz por alguma coisa, chore o que tiver para chorar, mas não jogue sua infelicidade sobre os outros. Ninguém merece isso.
Sinta-se cada vez mais agradecido pelas suas conquistas, pelas oportunidades de aprender e de simplismente de viver... a vida é o maior barato de todos!

Joanna

sábado, 30 de agosto de 2008

"As vezes faço o que quero, as vezes faço o que tenho que fazer"

Perfeita...hoje a música fala por mim:

Vicios e Virtudes -(trechos)
CHARLIE BROWN JR
Nem tudo lhe cai bem
é um risco que se assume
O bom é não iludir ninguém

Às vezes faço o que quero
Às vezes faço o que tenho que fazer
Às vezes faço o que quero
Às vezes faço o que tenho que fazer

Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado
Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado

Um dia eu volto pra fazer só a sua vontade, mas
Se eu não puder fazer você ser a pessoa mais feliz
Eu chego mais perto disso possível
Todos os inconvenientes a nosso favor
E diferenças sim, mas
Nunca maiores que o nosso valor

Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu que nem sempre calmo, mas nunca preocupado
Logo eu, que sempre achei legal ser tão errado
Eu, que nem sempre calmo, mas nunca preocupado

O tempo às vezes é alheio à nossa vontade, mas
Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível
Qual será o defeito da fala se a tua boca me cala
Nós dois deitados na sala

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A “mediocre” felicidade


Ai mãe...
Quantas vezes eu disse não, renunciei a nossa semelhança, temendo ter uma vida como a sua, de ser como você, de trilhar os seus caminhos.
Infindáveis vezes...
Lembro de uma dessas vezes, que marcaram mais a mim que a você, quando no auge de minha tosca prepotência adolescente proferi aquelas palavras ferinas, que muito tempo depois ainda fere o meu rosto. Sim, pois tu me perdoaste. Eu, porém não.
“Eu nunca vou ter uma vida medíocre como a sua”. Foi a sentença, a tola sentença. Tempos mais tarde foi que entendi o quanto poderia ter te magoado, se você não fosse quem você é; esquecedoura de coisas tristes.
Porém, a vida, essa engrenagem perfeita de Deus, não esquece. Eu tive todas as oportunidades de não ter a sua vida medíocre de casa, filhos, marido, trabalho. Eu fui. Eu batalhei. E quando eu estava na beira do cume, prestes a alçar vôos longínquos, impensáveis, eu recuei.
Percebi que tudo o que eu realmente queria era a vida “medíocre” de amor, família, fraternidade, união, compreensão, cumplicidade, doação, serenidade. Tudo que eu queria era doar-me ao amor, ao lar, a vida. Criar raízes em mim mesma.
E hoje me pego fazendo as mesmas coisas que você. Coisas que sempre olhava e achava que podiam ficar pra depois, para os outros.
Acordo mais cedo para lavar roupa antes de ir trabalhar. Dispenso a soneca para fazer as coisas da casa. Mimo meu amado. Alimento o cachorro. Penso nas contas. Trabalho. Consolo um amigo. Tento dar a atenção que você me cobra, numa inversão total de papéis, carente de filha.
A filha que ainda não é mãe, mas que quando o for vai saber compreender e sorrir internamente quando seus filhos rotularem sua vida de algo “medíocre”. Um dia direi aos meus filhos:
“Sim filho, sou medíocre, como minha mãe também foi, e se Deus quiser, como você também será um dia”.

Joanna

sexta-feira, 18 de julho de 2008

CONSTRUINDO AS ASAS


Descobrir-se é algo assim...transbordante!
Ter certeza quanto aos caminhos que se quer trilhar, com quem você quer estar, das estrelas que espera alcançar...isso sim não tem preço!
Salve a paz de espírito!
Salve a sensação de leveza, de passar pelo dia quase flutuando em tanta satisfação!
Os problemas vão ficando mais e mais pequenos a medida em que a gente vai subindo, alçando vôo, seguros por asas de plumas resistentes, tecidas com paciência, uma a uma...
O tempo foi me lapidando a paciência.
Minha ansiedade quebrou-me as asas várias vezes. Eu eu tive que fazê-las de novo.
Minha arrogância quis montar a asa como ela achava que devia. Eu tive que aprender o lugar correto de cada pluma.
Meu orgulho quis ignorar as orientações que eu recebia. Eu tive que ignorar a ele para receber a mão que se estendia.
A decepção veio numa ventania forte, e derrubou as penas que não estavam firmes. Eu as ajuntei e firmei-as novamente, com mais confiança, sabedoria e serenidade.
Meu cansaço dominou o corpo e eu desisti de voar, querendo apenas ficar esquecida em meu ninho, onde ninguém esperasse mais nada de mim, nem eu mesma esperasse.
Mas fui empurrada! E cara a cara com o medo, com o novo, com o inusitado, foi que eu percebi que se tivesse fé, tudo se transformaria em uma experiência única e renovadora.
Meu joelho bateu no chão já não sei quantas vezes. Mas a minha cabeça se manteve erguida.
Tinham muitos a desdenhar-me, julgando impossível ser feliz, mas muitos outros a amparar-me, orientando, ensinando, acreditando em todos os meus passos...
Já conquistei tudo?
Não, mas já entendi o principal, e conquistei o amor e a paz de espirito!

Beijos na alma!

Joanna