Nossa, faz tempo não é?
Pois é...acho que preciso ser mais disciplinada neste exercício da escrita...
Entonces, hoje é terça-feira, período matutino e está chovendo canivete lá fora. Aqui, dentro de mim a tempestade é outra. Desde ontem estou com a sensação de que estou fazendo tudo errado, que estou sendo antiética. Me sinto culpada por fazer "uns bicos", por dar aulas em outro período. Pode? Acho que sou toda errada, inclusive por gastar demais e hoje ter uma situação econômica periclitante. A angústia cai como uma chuva ácida na minha alma...corroendo.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Quero um milagre de Natal
Mais um Natal bate a nossa porta. E programamos festas, os dias do feriado, os presentes, a roupa que nós usaremos, fazemos faxina da casa e a deixamos bem bonita, certo? Pois é, esse que é o problema. Está tudo externo. A limpeza desejada é externa, nas aparências, e os presentes são materiais...
Eu fiquei pensando sobre o que eu queria “ganhar” no Natal. E nada de material me veio à mente. E queria uma coisa bem simples e totalmente sem custo financeiro. Queria uma noite cheia de luzes, risos, abraços verdadeiros, famílias reunidas em volta de uma mesa de comida simples, mas cheia de carinho. Queria o PERDÃO e a PAZ entre as pessoas que amo. Queria o milagre de Natal entre as minhas famílias. Queria que as pessoas pudessem ser tão grandiosas, tão cheias de luz que sobrepujassem suas mágoas, seus ressentimentos em prol de sentimentos mais grandiosos, que aquecem o coração.
Estou tão cansada de não poder falar isso ou aquilo, fazer isso ou aquilo, para não ferir o ego deste ou daquele... Meu sonho natalino é utópico, eu sei. Mas eu não deixo de acreditar nele. Eu acredito em milagres, tenho fé no meu pai querido e sei que ele pode depositar luz e amor no coração de cada um de nós. Basta nós querermos. O problema é que nem todos querem. Preferem carregar o escudo do orgulho ferido e a vestimenta de vítima, prá lá e pra cá, por mais pesado que esse conjunto seja.
Já superei tanta mágoa, já deixei pra trás tanto ressentimento. Tenho um trabalho cotidiano de trocar curativos de feridas que por vezes sangram, mas vale a pena! Amar, perdoar, ter paz, viver sem ressentimento vale a pena! Por favor, acreditem em mim!
Não precisamos de um dia específico para mudar, para dizer “eu te perdôo e me perdôo também, e meu coração agora está livre de mágoa”. Mas se isso não foi possível, vamos aproveitar o Natal, que é a época do nascimento das coisas boas, dos sentimentos nobres e vamos cultivá-los em nós também. Nada muda se a gente não muda.
Você não precisa amar as pessoas que por ventura lhe magoaram da noite para o dia. Mas aprenda a aceitá-las e a respeitá-las no seu modo único de ser. Mesmo que esse modo não lhe agrade. O seu modo de ver a vida pode também não agradar aos outros ou lhes causar sofrimento. Já pensou nisso?
Neste Natal, eu te convido a ser grande, ser nobre, ser um verdadeiro ser de luz e deixar para trás as mágoas. Respire fundo e perdoe a todos, e a tudo que já lhe fizeram. Esqueça tudo que lhe causar tristeza e faça uma faxina no coração. Deixe nele espaço apenas para as coisas boas, para a força divina, para a luz que conduzirá os seus dias, para o amor, para a paz, para a união.
Seja você o milagre natalino...
Eu fiquei pensando sobre o que eu queria “ganhar” no Natal. E nada de material me veio à mente. E queria uma coisa bem simples e totalmente sem custo financeiro. Queria uma noite cheia de luzes, risos, abraços verdadeiros, famílias reunidas em volta de uma mesa de comida simples, mas cheia de carinho. Queria o PERDÃO e a PAZ entre as pessoas que amo. Queria o milagre de Natal entre as minhas famílias. Queria que as pessoas pudessem ser tão grandiosas, tão cheias de luz que sobrepujassem suas mágoas, seus ressentimentos em prol de sentimentos mais grandiosos, que aquecem o coração.
Estou tão cansada de não poder falar isso ou aquilo, fazer isso ou aquilo, para não ferir o ego deste ou daquele... Meu sonho natalino é utópico, eu sei. Mas eu não deixo de acreditar nele. Eu acredito em milagres, tenho fé no meu pai querido e sei que ele pode depositar luz e amor no coração de cada um de nós. Basta nós querermos. O problema é que nem todos querem. Preferem carregar o escudo do orgulho ferido e a vestimenta de vítima, prá lá e pra cá, por mais pesado que esse conjunto seja.
Já superei tanta mágoa, já deixei pra trás tanto ressentimento. Tenho um trabalho cotidiano de trocar curativos de feridas que por vezes sangram, mas vale a pena! Amar, perdoar, ter paz, viver sem ressentimento vale a pena! Por favor, acreditem em mim!
Não precisamos de um dia específico para mudar, para dizer “eu te perdôo e me perdôo também, e meu coração agora está livre de mágoa”. Mas se isso não foi possível, vamos aproveitar o Natal, que é a época do nascimento das coisas boas, dos sentimentos nobres e vamos cultivá-los em nós também. Nada muda se a gente não muda.
Você não precisa amar as pessoas que por ventura lhe magoaram da noite para o dia. Mas aprenda a aceitá-las e a respeitá-las no seu modo único de ser. Mesmo que esse modo não lhe agrade. O seu modo de ver a vida pode também não agradar aos outros ou lhes causar sofrimento. Já pensou nisso?
Neste Natal, eu te convido a ser grande, ser nobre, ser um verdadeiro ser de luz e deixar para trás as mágoas. Respire fundo e perdoe a todos, e a tudo que já lhe fizeram. Esqueça tudo que lhe causar tristeza e faça uma faxina no coração. Deixe nele espaço apenas para as coisas boas, para a força divina, para a luz que conduzirá os seus dias, para o amor, para a paz, para a união.
Seja você o milagre natalino...
sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Invictus
Assisti o filme Invictus, inspirado em Nelson Mandela dia desses. Mais que a história de uma vida, assistimos lições, lições que a vida teima em ensinar e a gente, muitas vezes teima em não aprender. Mas ali, cara a cara, frente a frente, fica mais difícil fingir que não é com a gente.
São lições de perseverança, de perdão e principalmente de fé. Fé em sí mesmo e fé nas pessoas. As pessoas mudam. As coisas mudam. O Mundo muda. Mas a mudança tem que partir da gente. Temos que fazer diferente de tudo que está sendo feito. Temos que ter fé, que nada é em vão e que nada é por acaso.
No filme, Mandela compartilha um poema, que o fazia levantar da cama nos dias ruins. Eu o procurei e agora compartilho com vocês também, para que ele também sirva de fonte motivadora, quando não quisermos mais sair da cama para enfrentar o mundo. Que nos sirva de inspiração, quando acharmos que não podemos fazer a diferença.
Sim, éu posso. Você pode. Nós podemos!
Invictus (tradução)
Noite à fora que me cobre
Negra como um breu de ponta a ponta,
Eu agradeço, a quem forem os deuses
Por minha alma incansável.
Nas cruéis garras da circunstância
Eu não fiz cara feia ou sequer gritei.
Sob as pauladas da sorte
Minha cabeça está sangrenta, mas não rebaixada.
Além deste lugar de raiva e lágrimas
É iminente o horror da escuridão,
E ainda o avançar dos anos
Encontra, e me encontrará, sem medo.
Não importa o quão estreito seja o portão,
O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
Eu sou o mestre de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.
São lições de perseverança, de perdão e principalmente de fé. Fé em sí mesmo e fé nas pessoas. As pessoas mudam. As coisas mudam. O Mundo muda. Mas a mudança tem que partir da gente. Temos que fazer diferente de tudo que está sendo feito. Temos que ter fé, que nada é em vão e que nada é por acaso.
No filme, Mandela compartilha um poema, que o fazia levantar da cama nos dias ruins. Eu o procurei e agora compartilho com vocês também, para que ele também sirva de fonte motivadora, quando não quisermos mais sair da cama para enfrentar o mundo. Que nos sirva de inspiração, quando acharmos que não podemos fazer a diferença.
Sim, éu posso. Você pode. Nós podemos!
Invictus (tradução)
Noite à fora que me cobre
Negra como um breu de ponta a ponta,
Eu agradeço, a quem forem os deuses
Por minha alma incansável.
Nas cruéis garras da circunstância
Eu não fiz cara feia ou sequer gritei.
Sob as pauladas da sorte
Minha cabeça está sangrenta, mas não rebaixada.
Além deste lugar de raiva e lágrimas
É iminente o horror da escuridão,
E ainda o avançar dos anos
Encontra, e me encontrará, sem medo.
Não importa o quão estreito seja o portão,
O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
Eu sou o mestre de meu destino;
Eu sou o capitão de minha alma.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
CEDER
Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção.
Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.
Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?
As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado.
Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar!
Dói no orgulho, principalmente.
E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói.
Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente.
E nem obrigatoriamente certo.
Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo.
Às vezes acertamos, outras erramos.
E somos normais assim.
Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?"
É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.
Nosso "eu" nos cega muitas vezes.
Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor?
Não vemos o lado do outro e nem queremos ver.
E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.
E é porque tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações.
Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão?
Vida é partilha.
E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa.
Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar.
E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.
Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar. Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.
Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!
Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo.
Então, afundar ou andar sobre as águas?
Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.
BOM DIA!
( Autor Desconhecido)
O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção.
Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.
Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?
As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado.
Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar!
Dói no orgulho, principalmente.
E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói.
Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente.
E nem obrigatoriamente certo.
Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo.
Às vezes acertamos, outras erramos.
E somos normais assim.
Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?"
É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.
Nosso "eu" nos cega muitas vezes.
Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor?
Não vemos o lado do outro e nem queremos ver.
E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.
E é porque tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações.
Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão?
Vida é partilha.
E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa.
Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar.
E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.
Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar. Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.
Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!
Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo.
Então, afundar ou andar sobre as águas?
Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.
BOM DIA!
( Autor Desconhecido)
domingo, 18 de julho de 2010
Daqui a um ano...
Faz um ano...
Quantas vezes repeti esse pensamento neste final de semana? Já não sei.
O que sei é que, não sei ao certo como me sinto em relação a isso.
Um ano atrás uma grande coisa aconteceu. Um grande pedaço de mim se quebrou.
Lembro de como me senti. Lembro exatamente de como acordei no dia seguinte. Lembro das milhões de perguntas que meu coração fazia e que eu só sabia responder com lágrimas.
Mas lembro também dos dias que se seguiram, das palavras que ouvi, dos abraços que recebi. Lembro dos desencontros e encontros de dois corações confusos e magoados.
Foi difícil. Mas estamos seguindo.
Agora, ao som do sempre Elvis, sentindo cada palavra dele tocar meu coração, sinto algo brotando em mim. Como nas suas melodias, algo que vai aumentando de escala, subindo e subindo e quando a gente menos espera, já tomou conta da emoção...
Hoje, um ano depois, foi tudo diferente. Acordei feliz, ao lado de quem amo.
Acho que isso é tudo o que importa.
O que quero dizer é: Se algo te faz sofrer hoje, daqui a um ano tudo vai ser diferente. A vida se reconstrói. A gente se reconstrói.
Viva Elvis!
Quantas vezes repeti esse pensamento neste final de semana? Já não sei.
O que sei é que, não sei ao certo como me sinto em relação a isso.
Um ano atrás uma grande coisa aconteceu. Um grande pedaço de mim se quebrou.
Lembro de como me senti. Lembro exatamente de como acordei no dia seguinte. Lembro das milhões de perguntas que meu coração fazia e que eu só sabia responder com lágrimas.
Mas lembro também dos dias que se seguiram, das palavras que ouvi, dos abraços que recebi. Lembro dos desencontros e encontros de dois corações confusos e magoados.
Foi difícil. Mas estamos seguindo.
Agora, ao som do sempre Elvis, sentindo cada palavra dele tocar meu coração, sinto algo brotando em mim. Como nas suas melodias, algo que vai aumentando de escala, subindo e subindo e quando a gente menos espera, já tomou conta da emoção...
Hoje, um ano depois, foi tudo diferente. Acordei feliz, ao lado de quem amo.
Acho que isso é tudo o que importa.
O que quero dizer é: Se algo te faz sofrer hoje, daqui a um ano tudo vai ser diferente. A vida se reconstrói. A gente se reconstrói.
Viva Elvis!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A corrida da vida
Teve um tempo em que eu acreditava piamente que o fato de estar correndo na roda da vida adulta me isentava da ausência, da falta que eu poderia estar fazendo a alguém.
Corria e corria. Trabalhava e trabalhava. Estressava, não dava atenção, vivia cansada, não sorria, não estava realmente em lugar nenhum.
As frases do MSN eram "Desculpe a ausência, estou trabalhando", "Trabalhando, seja breve!", ou "Keep out!".
Não tinha tempo para conversas mais profundas, para ouvir o problema de um amigo, para viver a vida de casada, para saídas no final de semana, para almoços com a família, para curtir o momento presente sem pensar no que faria no seguinte...só corria.
Todos tinham que entender meu estresse, minha cara fechada, minha indisposição...afinal eu estava trabalhando!
Só que na corrida, tropecei e cai. E senti que eu não teria forças para levantar sozinha. E por muito tempo fiquei lá parada, vendo os outros corredores passando por mim e seguindo em frente, pensando em como eu poderia prosseguir, tamanha era a dor do meu ferimento. Achei que desistiria ali.
Mas olhando pra trás, ali, virando a curva, começaram a surgir aquelas pessoas que eu havia ultrapassado, devido a minha marcha alucinada. Elas vinham, assim, em passo mais leve, sorrindo, acompanhadas, curtindo o passeio. Essas pessoas pararam, me ofereceram apoio e me carregaram por alguns metros.
Diminuiram ainda mais sua marcha para que eu pudesse acompanhá-las, para que eu pudesse me recuperar. Eu já não conseguia correr, então eu caminhava, um passo de cada vez. Sentindo toda e qualquer vibração da passada, sentindo sempre um braço por perto quando eu vacilava.
Comecei a olhar ao redor, a parar quando me sentia cansada, a ver efetivamente as pessoas, a me importar com o que elas diziam...A minha insana corrida, transformou-se em uma caminhada prazerosa.
Redescobri o prazer que me atingiu nos primeiros passos, quando eu apreciava a paisagem e sentia o ar entrar pelos pulmões, o sol bater no rosto, a brisa que chegava quando o dia estava quente, a deliciosa gargalhada que vinha quando menos se esperava e de algo que a gente nem entendia!
Meu ferimento ainda dói. As vezes ele lateja e me faz caminhar mais devagar. Mas quando isso acontece, eu sempre ganho um sorriso extra, um abraço mais apertado, um momento inesquecível, uma emoção verdadeira...
Infelizmente, ainda vejo muita gente que eu gosto correndo na mesma roda que eu corria, usando as mesmas desculpas e frases que eu usava..."não tenho tempo, não posso, esqueci, vou ver como as coisas vão ficar, estou ocupado..." E todas elas traduzem um único pensamento : "Se liga! Tô trabalhando! Não tá vendo? Não tem nada pra você fazer?"
Você deve estar achando que eu sou contra o trabalho não é? Muito pelo contrário, eu mesma adoro trabalhar e me envolver em um monte de coisas. Sei da satisfação que se sente ao realizar alguma coisa. Adoro trabalhar!
Só estou atentando para o fato de que muitas vezes a gente faz do trabalho nossa vida, e deixa as pessoas de lado. Eu tive sorte, ao ser resgatada depois do tombo...mas nem todos têm essa sorte.
Então quando sair do trabalho hoje, deixe ele lá, as preocupações lá, o que tem que fazer amanhã lá, e dedique-se as pessoas que fazem parte da sua vida hoje.
Mande um torpedo dizendo um oi, ligue pra ver como está, mande um e-mail, enfim, mostre-se presente. E se alguém procurar sua ajuda, o acolha com carinho. Ninguém sabe quando pode tropeçar...
Beijos na alma!
Corria e corria. Trabalhava e trabalhava. Estressava, não dava atenção, vivia cansada, não sorria, não estava realmente em lugar nenhum.
As frases do MSN eram "Desculpe a ausência, estou trabalhando", "Trabalhando, seja breve!", ou "Keep out!".
Não tinha tempo para conversas mais profundas, para ouvir o problema de um amigo, para viver a vida de casada, para saídas no final de semana, para almoços com a família, para curtir o momento presente sem pensar no que faria no seguinte...só corria.
Todos tinham que entender meu estresse, minha cara fechada, minha indisposição...afinal eu estava trabalhando!
Só que na corrida, tropecei e cai. E senti que eu não teria forças para levantar sozinha. E por muito tempo fiquei lá parada, vendo os outros corredores passando por mim e seguindo em frente, pensando em como eu poderia prosseguir, tamanha era a dor do meu ferimento. Achei que desistiria ali.
Mas olhando pra trás, ali, virando a curva, começaram a surgir aquelas pessoas que eu havia ultrapassado, devido a minha marcha alucinada. Elas vinham, assim, em passo mais leve, sorrindo, acompanhadas, curtindo o passeio. Essas pessoas pararam, me ofereceram apoio e me carregaram por alguns metros.
Diminuiram ainda mais sua marcha para que eu pudesse acompanhá-las, para que eu pudesse me recuperar. Eu já não conseguia correr, então eu caminhava, um passo de cada vez. Sentindo toda e qualquer vibração da passada, sentindo sempre um braço por perto quando eu vacilava.
Comecei a olhar ao redor, a parar quando me sentia cansada, a ver efetivamente as pessoas, a me importar com o que elas diziam...A minha insana corrida, transformou-se em uma caminhada prazerosa.
Redescobri o prazer que me atingiu nos primeiros passos, quando eu apreciava a paisagem e sentia o ar entrar pelos pulmões, o sol bater no rosto, a brisa que chegava quando o dia estava quente, a deliciosa gargalhada que vinha quando menos se esperava e de algo que a gente nem entendia!
Meu ferimento ainda dói. As vezes ele lateja e me faz caminhar mais devagar. Mas quando isso acontece, eu sempre ganho um sorriso extra, um abraço mais apertado, um momento inesquecível, uma emoção verdadeira...
Infelizmente, ainda vejo muita gente que eu gosto correndo na mesma roda que eu corria, usando as mesmas desculpas e frases que eu usava..."não tenho tempo, não posso, esqueci, vou ver como as coisas vão ficar, estou ocupado..." E todas elas traduzem um único pensamento : "Se liga! Tô trabalhando! Não tá vendo? Não tem nada pra você fazer?"
Você deve estar achando que eu sou contra o trabalho não é? Muito pelo contrário, eu mesma adoro trabalhar e me envolver em um monte de coisas. Sei da satisfação que se sente ao realizar alguma coisa. Adoro trabalhar!
Só estou atentando para o fato de que muitas vezes a gente faz do trabalho nossa vida, e deixa as pessoas de lado. Eu tive sorte, ao ser resgatada depois do tombo...mas nem todos têm essa sorte.
Então quando sair do trabalho hoje, deixe ele lá, as preocupações lá, o que tem que fazer amanhã lá, e dedique-se as pessoas que fazem parte da sua vida hoje.
Mande um torpedo dizendo um oi, ligue pra ver como está, mande um e-mail, enfim, mostre-se presente. E se alguém procurar sua ajuda, o acolha com carinho. Ninguém sabe quando pode tropeçar...
Beijos na alma!
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