quinta-feira, 11 de março de 2010

O que faz você feliz?

Tem uma musiquinha de comercial que fala assim: " o que faz você feliz?".
Eu me peguei cantando ela hoje e comecei a pensar: o que me faz feliz? O perguntinha danada não é? Já parou pra pensar hoje, no que faz você feliz? E você está fazendo o que te faz feliz?
Felicidade a gente já sabe que é um conceito muito subjetivo e variável de pessoa à pessoa. Eu fico feliz com coisas muito simples. Mas estar com a pessoa que eu amo é oir concur !
Dai vem outras bobagens como banho de chuva, dia amanhecendo,entardecer colorido, dançar, brincar, jogar, conversar, comer chocolate, cantar no chuveiro, bater um papo com uma criança, cheiro de neném, assistir a um filme legal, roupa cheirando limpeza, flores, muitas flores, sentir-se amada, perdão, carinho...nossa, é quase impossível sentir-se triste!
Tá, mas precisamos saber também: E o que te faz infeliz?
Eu me sinto mal emocionamente quando sinto dor física. Tenho vontade de me trancar em um quarto escuro e esquecer o mundo quando tenho cólicas ou me falta o dinheiro.
Me desestruturo quando me deparo com ignorância, violência, descaso.
Me sinto aleijada quando dou o melhor de mim a uma pessoa e ela joga esse presente fora.
Ser trocada, preterida, também não faz a alegria de ninguém. Altera auto-estima e o prumo emocional.
Ah! tem a mentira, a danada da mentira...tem coisa mais triste? Pode ser uma pequenida como dizer ter algo que não tem, a uma de proporções maiores. Mentira é mentira. Quebra confiança e respeito.
Temos que nos assumir como somos. Gente que finge ser e ter o que não é e o que não tem é muito triste.
Ver gente sofrendo é como me dar um soco na boca do estômago. Me sinto fraca, impotente, não entendo. Quero fazer aquela dor parar, aquela lágrima não rolar...me dói também. Choro junto, sofro por tabela.
Sonhos não realizados; indiferença; descaso com a vida, nossa e dos outros;arrogância; prepotência; síndrome de Deus...também tem muita coisa pra fazer a gente triste. Infelizmente.
Mas a gente precisa equalizar essa aritimética toda. Deixar de valorizar as coisas tristes ou ser feliz a despeito delas. Na vida a gente se depara com a flor e com o galho quebrado. A qual situação vou me ater. Eu preciso ver o galho quebrado, saber o que isso significa e seguir em frente. Ao colocar meus olhos adiante vejo uma simples florzinha brotando no meio de uma calçada, e ali, teimando em nascer em terreno inóspito e mostrar ao mundo sua força e sua beleza, ela me dá a maior lição de todas: ser feliz e mostrar nossa beleza ao mundo é possivel. Tudo depende de como a gente vê e aduba o terreno onde vamos brotar...
O que te faz feliz?

quarta-feira, 10 de março de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

...

Nem eu me aguento!
O TPM! Que atração você sente por mim!
Acordo mau humorada, fico emburrada, me tranco em mim e choro sem parar!
Senhor, quando isso vai acabar!
Já não basta o sangramento, o desconforto, a cólica, o inchaço...a gente ainda tem que se comportar como Bipolar! Isso ou transtorno de personalidade.
É da ira desbabida pra sensibilidade exacerbada!
Só depois a gente vai ver a mancada.
Hoje, tudo que eu queria era nada...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Corações flutuantes

Ando estranha...Sonhando com coisas que nunca tiveram sentido pra mim.
Agora namoro alianças em vitrines e me pego viajando em cenários de propostas para dividir a vida imperfeita,promessas de amor, cuidado e carinho.
A imaginação vai tão alta que sinto todas as emoções...surpresa, coração descompassado, até lágrimas me brotam aos olhos. E nem é nada cinematográfico, é coisa simples de duas pessoas, um momento comum que se torna inesquecível.
Penso ainda no momento que duas alianças tornam-se o alicerce de uma vida em conjunto. Sonho com flores, musica e felicidade. Imagino um casal dançando uma balada romântica e trocando olhares apaixonados e cheios de ternura. A forma como ela a abraça, protegendo-a, trazendo-a pra sí, como quem traz algo bom pra sua vida. O modo como ela se entrega a essa proteção e ampara os braços do amado,como olha pra ele e sorri com jeito meigo, doce e cheio de confiança no que vai vir. Imagino quantas vezes ela vai olhar pra ele do mesmo modo pela vida,quando ele se sentir inseguro ou quando quiser repousar sua dor. Quantas vezes ele vai abraça-la para protegê-la do que quer que a vida tenha causado...
Sonho com flores, musica e felicidade...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tô com "xono"

Uma voz rouca de sono. Vontade de ficar na cama em uma manhã fria, fazendo preguiça, contando piadas, imitando criança,fazendo planos, até cair no sono de novo. Aninhados.
O mundo lá fora não existe. O problemas não são lembrados.
Tudo foi coberto pela garoa fina que esfria a vida lá fora. Lá fora. Porque aqui temos o calor de corpos se aquecendo num abraço envolvente e cheio de paz...
Saudades.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Flores

Eu subia a rampa de acesso para minha sala (escadaria nem pensar por enquanto) quando um rapaz me abordou: "Joanna? Joanna Biavatti?".
Sim, respondi surpresa olhando para a mão que carregava flores.
- "São para você".
Me entregou o vaso de flores vermelhas. De quem será? Olhei a letra que anunciava meu nome no cartão e não acreditei...Ele sempre faz isso. Não sei como, mas faz. Me pega desprevinida. Toca meu coração e minha alma.
Flores. Vermelhas. Lindas e Doces. Perfeitas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

???

Ontem a noite estava muito quente. O ventilador já não dava conta de refrescar o quarto. Dormir tornou-se uma missão impossível. E no escuro abafado do meu quarto comecei a pensar sobre muitas coisas.
Sabe, eu assisti muitos filmes estes dias, por conta do repouso forçado, e em todos eles tinham algum personagem em algum momento que olhava pra trás e via que sua vida não havia sido aquela que ele sonhara.
Me peguei então pensando sobre as coisas que eu sonhei pra mim. Quem eu era antes de ser quem eu sou?
Eu queria ser fotografa da National Geograph, historiadora, oceanografa, repórter internacional, advogada. Ah! e não vou mentir, nos meus tempos áureos de volei sonhei em ir para a seleção brasileira. Sonho frustrado por um par de joelhos traiçoeiros.Queria ser algum tipo de heroína. Uma mulher desbravando o mundo!
Eu era briguenta, teimosa, respondona. Tinha resposta rápida pra qualquer tipo de "ataque". Respostas ferinas, duras e cheias de verdade. Da minha pelo menos. Eu discutia muito, por tudo e qualquer coisa. Minha mãe ficava louca e as discussões com meu pai eram intermináveis.
Eu era bonita mas muito, muito tímida. Tão tímida que a maioria das pessoas me achava uma metida, por não conversar com os outros. Eu tive poucos amigos no colégio. Apenas aqueles que se arriscavam a falar um oi, talvez, e após eu responder percebiam que eu não era tão antipática assim.
Meus "amores" eram todos platônicos porque eu sempre achava que se o garoto gostasse de mim ele tinha que perceber que por trás daquela faixada de garota metida estava uma jovem rômantica,esperando seu príncipe chegar. Mas quando eles tentavam se aproximar eu os afastava, morrendo de medo por ter os sentimentos descobertos.
Então eu me abri uma vez. E sofri muito. Ele foi desleal, traiçoeiro, falso. Cruel. E eu me fechei. Não quis mais amar.
Mas ai, ahá, mas ai...sabe aquele príncipe que eu esperava? chegou. Ele foi quebrando pedacinho por pedacinho da armadura que eu havia construído e quando eu vi, estava lá, de alma desnuda e coração aberto, pronta para amá-lo. Eu recebi dele todos aqueles pequenos gestos que a gente sonha e que imagina que nunca vai sair dai, da imaginação.
Ok, eu confesso, nem tudo foi perfeito, longe disso.Somos humanos. Ele me magoou muitas vezes e com certeza eu o magoei também. E nesse amor, nesse aprender a amar eu fui me transformando. Me perdi e me reencontrei tantas e tanta vezes...
Hoje eu não sou fotografa da National Geograph, mas brinco muito bem de tirar fotos. Já ganhei até um segundo lugar em um concurso.Eu não sou 'a' repórter em busca de informações que podem transformar a vida da nossa sociedade, mas escrevo algumas bobagens. Já fui publicada em alguns jornais. Tive até um momento estrela quando um senhor trouxe um artigo meu que havia sido publicado em algum lugar e me parabenizou pelo conteúdo. Eu posso escrever sobre qualquer coisa, qualquer tema. Principalmente se eu estiver emocionalmente envolvida! Dai vem a enxurrada de palavras!(rs)
Não sou oceanografa, nem viajo o mundo a trabalho conhecendo lugares e lugares maravilhosos. Não sou advogada mas mantenho meu senso de justiça e verdade. Odeio injustiças e deslealdade. Não sou atleta da seleção mas voltei a praticar meu volei querido, parceiro de tantas crises, onde extrapolo amor e dor. Até jogo num time de verdade!
Já não tenho respostas rápidas e crueis. Não jogo a verdade na cara das pessoas. Eu me calo. Errôneamente, eu me calo. Não me sinto no direito de ofender ninguém, nem meu algoz. Acho que posso contar nos dedos as vezes em que gritei com alguém nos últimos tempos...e não são boas recordações pois não foram palavras de alegria nem de comemoração, foram palavras de dor e de sofrimento.
Não me fecho pro mundo, mas ainda sou seletiva quanto as pessoas que levo para minha vida. Demoro muito pra confiar em alguém. Nunca traí ninguém na minha vida, em nenhum sentido fui desleal. E é isso que espero dos outros também. Eu não sou perfeita e nem sei se já cresci. Me sinto muito criança as vezes. A adolescente durona se tornou uma mulher cheia de infantilidade. kkkkkk quem esperaria por essa?
Não julgo ninguém. Aceito os outros como são. Pelo menos tento. Ah! não sei ser falsa e tenho uma intuição tremenda para pessoas que não prestam. Eu escuto a minha intuição, ela nunca me engana.