quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sai olho gordo!

O que é que eu tenho que vocês julgam não ter?
O que é que vocês acham que eu tenho e que não fiz por merecer?

Sucesso profissional?
Arregaça as mangas e trabalha!

Bom relacionamento com as pessoas?
Manda embora a vaidade e se porte como gente!

Dinheiro?
Não esse eu não tenho mesmo!

Amor?
Tá de férias, não sei se volta.

Eu me ferro como todo mundo, sinto dor, tristeza, sou confusa e levo tombos. Sim!!!!!
Não sou perfeita! Eu sou mortal! Eu erro muito! Meu mundo não é perfeito!!!!
Então para de cuidar da minha vida, que já anda bem complicadinha, e vai cuidar da sua?

Acha a vontade trabalhar, se enxerga como pessoa não completa, enche o coração de palavras boas, para de reclamar e me erra!!!!!!

Porque ser eu se você pode ser melhor?????

Joanna

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?

Faço minhas as palavras de Rosana Braga. Disponivel no site www.rosanabraga.com.br
Beijos!


Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.

Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.
Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?
Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor...
Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...
E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!
Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.
Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...
Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.
E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...
Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...
Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

...

Já chega de tentar explicar o que um tosco coração não pode entender: O amor se deixa viver...

Tocando em Frente

Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

domingo, 2 de agosto de 2009

Explosão

A gente sabe que dá certo
quando o beijo encaixa
o abraço conforta
o toque incendeia
a palavra alcança a alma

Tinha tudo pra ser errado
mas parecia tudo certo
sem mais, nem meios
uma explosão dentro do peito
Ah! que explosão!!!!

Como a gente se entende,
na honestidade das palavras
na cumplicidade do olhar
se o universo nos quer juntos
quem poderá nos julgar?
E que julgem...sinceramente, e que julguem

Só não me deixe solta por ai
Me cerca, me olha, me vigia...cuida de mim
Toma posse e demarca o território
Sou terra pronta a ser conquistada
Só não me deixe solta por ai...

Joanna

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Visitas Amarguradas

Recebi a visita da decepção, da mágoa e da tristeza.
Servi a elas um cházinho e aleguei dor de cabeça.
Elas se foram, assim meio que não indo
Mas no fim, um pouco delas ficou comigo

Sentimentos remoídos me ligaram
Queriam me lembrar de coisas que eu havia passado
Agradeci dizendo ter entendido o recado
E desliguei o telefone, com olhar amargurado

Na caixa de e-mails, mensagens dos sonhos despedaçados!
Coração pulou na boca, estômago ficou virado
Anexo veio o medo do fracasso e da solidão que uma hora chegaria
A angústia me abraçou.
E o amor agora, onde estaria?

Senhor meu Deus, e agora quem eu sou?
E num repente, um anjo assim me respondeu
Filha, és tú um ser de amor
Nasceste pra sorrir, mas precisas aprender
A não deixar o mau te convencer
Ele trás a escuridão e
transforma tua vida em mar de provação
Ouve pois tua alma, teu coração
O mau que te fizeram não te alcança
Não aceita tal herança!
Segue em frente, olha dia
Brilha o sol nosso de cada dia...


Joanna

terça-feira, 28 de julho de 2009

Coração meu

O ar está denso.A vida anda pesada.
Mas não me dou o direito se ser amargurada.
As coisas não foram como imaginávamos, agora tudo parece sem sentido.
Porém, coisas certas acontecem no meio de coisas erradas.
Caminho forte, adiante pela estrada.
Tropeço, caio, sofro e recomeço.
Não sei fazer jogos. Joguinhos me cansam
Não sei dizer não se o coração grita sim.
Não sei dizer que não me importo se a ferida sangra.
Se eu não lhe falar sobre meus sentimentos e porque nada mais importa.
Sou assim, alma clara e coração puro. Até morte.
Magoem o quanto quiserem. Sofro, Mas não mudo minha essência.
Sou menina doce e matreira em corpo de fogo de mulher guerreira.
Sei que tudo posso naquele que me fortalece e a cada novo tombo, minha fé se restabelece.
Falo de alegrias chorando e nos assuntos sérios, termino gargalhando.
A tudo poderia ou posso entender. Se fizer sentido também pra você.
Sobre tudo eu poderia falar, de tudo eu poderia tentar.
Mas não foi assim que aconteceu.
Sei que também tem suas marcas,
Porém humildemente eu peço: tenha paciência com o coração meu?
Ele parece um bichinho arredio, esperando, sondando o terreno...
Ganhe sua confiança devagarinho. Carinho a carinho.
Alimenta ele com dengo, compreensão e jeitinho.
Deixa ele sentir o amor que tem pra dar...
Deixa o sol aqui dentro brilhar!